Anabolizantes, o Corpo de @joãocfp9 e CrossFit!

Tudo começou por causa de um “Nordic Good Morning” e uma intenção de cutucar o amigo, irmão e sócio Marcos. Enviei um vídeo para ele, no qual estava executando esse movimento, fazendo com que a musculatura ficasse bem ressaltada.  E a resposta veio logo na sequência: “Realmente hoje eu consigo acreditar que uma pessoa tem como ficar grande e com qualidade sem tomar nada” .

 A foto que deu início a discussão sobre ser possível atingir um corpo diferenciado sem anabolizantes, 

A foto que deu início a discussão sobre ser possível atingir um corpo diferenciado sem anabolizantes, 

Confesso que quando li aquilo fiquei orgulhoso de mim mesmo, pois eu sabia que ele me conhecia de verdade e que realmente que eu estava “puro”, porém essa não era a realidade na maioria dessas situações onde me pegava envolvido constantemente. 

Seja em uma mesa de bar de amigos e conhecidos, em um almoço de familia, em conversas com alunos que fofocavam o que os alunos comentavam sobre a minha pessoa ou até mesmo em comentários nas redes sociais, onde sempre existia aquela pessoa que vocalizava sem qualquer medo: “Pra ficar igual o João você precisa tomar muita coisa”.  

“Você está querendo me dizer que dá para chegar com 90 kg e 3% de Gordura corporal em uma balança de Biopedância da Inbody?” Eu ingenuinamente respondia “sim”, mas sempre recebia aquele sorriso de deboche. 

Para provar meu ponto, vou demonstrar neste texto, em uma linha cronológica, minha vida de atividade física ao longo destes 29 anos. 

Talvez vai ficar fácil entender porquê você não está como gostaria. A idéia é ser 100% honesto. Então leiam até o final, pois depois deste texto não existirão mais segredos...

Minha mãe quis que eu fizesse natação aos 6 anos em um clube em Bauru chamado Luso. Por lá, eles ja tinham o intuito de rendimento desde do início, portanto, não era “boiar na piscina com pranchinha”. Era diariamente uma rotina exaustiva para uma criança. 

 Conseguiu me achar? Sou o do meio com as mãos na boca!

Conseguiu me achar? Sou o do meio com as mãos na boca!

Junto a isso, eu e meu amigo da natação, íamos diariamente de bicicleta, até o clube. Essa rotina demorava em torno de 40 minutes. O treino começava às 17:00, mas chegávamos às 14:00 no clube para fazer toda a preparação física fora da água.

Entrávamos na água às 17:00. Daí em diante era nadar por mais 2 horas. Não se esqueçam que ainda tínhamos de voltar tudo de bicicleta.

Lembro de vários dias que chegava em casa e não conseguia nem comer de tão cansado que estava. Já rolava um jejum intermitente sem mesmo eu saber o que era isso. 

Mantive essa rotina, religiosamente, até meus 14 anos. Ou seja, durante minha infância inteira eu só sabia estudar, andar de bicicleta e nadar 50 e 100 m livre. 

Detalhe, meu primeiro e único vídeo game foi o Super Nintendo que mal usei. Nunca fui uma criança de ficar parada, sempre gostei de atividades externas e a paixão pela água só me ajudou gastar toda essa energia.  

6 aos 14 anos = Natação + Bicicleta

Aos 14 anos precisei mudar de cidade e nesse novo local não existia uma equipe estruturada para dar continuidade aos meus treinos. Soma-se ainda a questão que estava entrando na adolescência e ficando sem saco para contar azulejos a maior parte do meu dia.  

Aos 14 anos quando parei com a natação meu peso corporal era de 60 kilos com 1,65 cm de altura. 

Quando completei 15 anos, comecei o 1° colegial. Lembro que foi nessa época que iniciei minha primeira série de supino reto. 

 Coisas que todo adolescente faz... Magrinho, mas me achando o cara mais forte do mundo :)

Coisas que todo adolescente faz... Magrinho, mas me achando o cara mais forte do mundo :)

Confesso que fiquei maravilhado com o fato de estar em uma sala de musculação. Sei que em pouco tempo ja me pegava com olhares competitivos sobre meus colegas que tinham a mesma aparência física que a minha. Percebi nessa época, que poucos tinham um corpo de atleta velocista de natação, o que me deu uma certa vantagem sobre os meus colegas que até então comiam “cheetos e jogavam playstation” durante a semana, e futsal no clube nos finais de semana. 

Foi ai que já começaram os primeiros indícios de inconformismo das pessoas. “Onde já se viu você estar desse jeito tão rápido?” Eu dizia:  “Não deixo de fazer um treino e não pulo uma série que está na minha ficha.”

Eu realmente não conversava e não gostava que atrapalhassem meu descanso. Se era 1 minuto de descanso entre as séries era isso que eu iria descansar. Sem dúvida, toda a disciplina e cobrança que eu tive minha infância durante a natação veio junto para a musculação.

 E nessa idade eu já sabia que amanhã atividade física. Com meus 17 anos comecei meu 3° colegial. Nesta época, devido à todo trabalho de hipertrofia, já estava com 70 kilos e revezando a barra de 100 kilos no supino com o meu irmão 4 anos mais velho do que eu. 

 Época em que descobri a academia e era viciado em puxar ferro!

Época em que descobri a academia e era viciado em puxar ferro!

Ingeria alguns suplementos e comia de tudo um pouco, mas geralmente em minha casa, a alimentação era saudável. 

Aos 18 anos passei na faculdade estadual de Maringá (UEM), no curso de Educação Física. 

Chegando na cidade, a primeira coisa que eu fiz depois de ter ido conhecer onde era o bloco do meu curso, foi ver qual era a academia mais próxima da minha república.

Os mineiros que moravam comigo acharam esta atitude a coisa mais esquisita. Além disso eu era conhecido pelos jantares “estranhos”.  Várias noites o pós treino continha: 5 ovos + 1 lata de atum + tomate + aveia formando uma pizza gigante. 

Nunca deixava de ir treinar e lembro de voltar inchado e feliz para casa enquanto meus “roommates” estavam tomando suas cervejas e relaxando com “ervas medicinais”. 

 Olhando em retrospectiva, foi apenas a partir dos 15 anos que comecei a ganhar um pouco de massa muscular. 

Olhando em retrospectiva, foi apenas a partir dos 15 anos que comecei a ganhar um pouco de massa muscular. 

Nesta época, eu continuava usando apenas whey protein e descoberto os famosos pré treinos, com os quais cheguei próximo aos 80 kilos. 

15 aos 18 anos = Musculação + suplementos ( creatina + whey + glutamina + pré treino, e quando sobrava dinheiro comprava aquele Animal Pack. Só porque eu achava o máximo tomar 11 comprimidos, tendo um efeito placebo enorme na minha cabeça). Nesta época, comecei a pesquisar mais sobre alimentação, muito mais no estilo “maromba” de comer. 

Aos 19 anos tranquei meu curso de Educação Física e fui para Austrália para ficar 7 meses. Acabei ficando 2 anos fora de casa e neste tempo lá, fiz todos os tipos de trabalho, de servente de pedreiro (4 meses) à empacotador de produtos congelados (4 meses). Descarreguei containers (1 mês), fiz mudanças (1 mês), e quando finalmente aperfeiçoei meu inglês, consegui largar estes trabalhos braçais e ser contratado em um bar como garçom. 

 Trabalhos braçais e sonho realizado de descobrir o mundo. Nada de atividade física em academias ou coisas do tipo. 

Trabalhos braçais e sonho realizado de descobrir o mundo. Nada de atividade física em academias ou coisas do tipo. 

Entendo claramente hoje em dia, como as pessoas que fazem trabalhos braçais como vender paçoca em sinais, estão sarados por fazer o CrossFit da vida real. 

Quando cansei de trabalhar e percebi que tinha 10 mil dólares, isso mesmo, 10 mil dólares australianos na minha conta, decidi gastar com as melhores viagens da minha vida. Austrália, obviamente, Nova Zelândia e Indonésia. 

Acredito que a falta de interesse em buscar alguma sala de musculação, foi muito pelo foco em arrumar um trabalho e juntar dinheiro para poder viajar depois, além do fato de ter trabalhado meu corpo intensamente em serviços que me deixavam morto diariamente. Viajei por 4 meses seguidos sem me preocupar com nada. 

Não preciso falar que alimentação não foi algo com o qual consegui me preocupar nesta época. Comia o que podia e quando dava! 

19 aos 21 anos = Trabalho braçal sem nenhum suplemento, muito pelo contrário, um hábito alimentar muito mais pobre do que tinha no Brasil. Resultado disso, uma queda absurda no peso corporal. Voltei ao Brasil com 74 kg. 

Aos 21 anos quando voltei para a faculdade, tinha perdido o interesse na musculação. Lembro que nessa época começaram os jogos universitários e fui convidado a fazer parte da equipe de natação e representar nosso curso nos jogos. Óbvio que aceitei. 

 Nessa época, intensifiquei os treinos e comecei a entender o que seria fazer um treino de força. OBS: apaguei a Nat se não ia ter briga :) I LOVE YOU!

Nessa época, intensifiquei os treinos e comecei a entender o que seria fazer um treino de força. OBS: apaguei a Nat se não ia ter briga :) I LOVE YOU!

Comecei também a me interessar pelo treinamento funcional, TRX era a bola da vez,  treinamento em suspensão por fitas, e alguns movimentos não convencionais para uma sala de musculação. 

Os treinos de natação começaram a aumentar e o meu peso a diminuir, assim que acabaram os jogos, caí na “noia” de que estava muito magro e que tinha que estar bem para a praia no fim do ano. 

Entrei novamente para academia, dessa vez focado em trabalho de força apenas, trabalhando os 4 levantamentos. Foi aí que tive meu corpo mais “bolado”. Em 1 ano ganhei 10 kilos, chegando a 83 kg.

Mudei a alimentação e não controlei a ingestão de carboidratos. Além disso, aumentei a ingestão de suplementos ( creatina + glutamina + bcaa+ whey+ pré treino + Animal Stak, meu primeiro pró hormonal, afinal já tinha mais de 21 anos e me sentindo mais magro que nunca).  

22 aos 24 anos = TRX + Trabalho de força + Natação nas temporadas de jogos + suplementação intensa. Resultado, 83 kg e a aparência mais inchada de minha vida! 

Da metade para o fim do meu último ano de faculdade (24 anos) conheci o CrossFit. Abandonei minha vida de marombeiro, e mudei completamente minha visão sobre corpo, treino e alimentação. Comecei a dar muito mais importância para os tipos de alimentos que eu ingeria e uma forma mais ampla de treinamento, visando meu condicionamento e não a minha estética. 

 Ao chegar em Miami, me entreguei completamente ao esporte. Três sessões de treinos diários!

Ao chegar em Miami, me entreguei completamente ao esporte. Três sessões de treinos diários!

Aos 25 anos eu estava em Miami fazendo meu CrossFit Level 1 certification com alguns kilos a menos do meu auge de “bolander”, saindo de 83 kg para 80 kg, porém com muito mais qualidade. 

Ao terminar o curso eu e Marcos decidimos fazer a dieta proposta por eles, “Zone Diet”. Foi aí que aprendi realmente as quantidades corretas de cada macronutriente e quais as melhores opções. 

Tinha a rotina que qualquer amante pela atividade física sempre sonhou. Três sessões de treinos por dia (Força + mobilidade na praia + Wod à noite). Fazia todas as minhas refeições necessárias e meus únicos suplementos eram whey e óleo de peixe. Emagreci um pouco mais, chegando à 78 kilos. Foi a maior definição que já atingi. E o principal, os “cambitos” começaram a ganhar volume. 

Quando voltei para o Brasil, fui morar no Rio de janeiro, e como não tinha nenhuma Box de CrossFit pela barra da Tijuca, resolvemos melhorar nosso ponto fraco, o LPO.

 Foto tirada assim que cheguei ao Brasil e comecei a morar no Rio de Janeiro!

Foto tirada assim que cheguei ao Brasil e comecei a morar no Rio de Janeiro!

Ficamos por 6 meses treinando 3 x na semana Snatch + Clean and jerk + Squats e Deadlifts. 

Fazíamos wods improvisados em todas as estações de barras existes no Marapendi e orla da praia. Nesta época éramos patrocinados pela MusclePharm e tínhamos acesso a todos os produtos dele, mas usávamos apenas o Assault no pré treino e Whey pós treino + óleo de peixe junto com as refeições. 

Com esse estilo de vida, consegui desenvolver uma estrutura corporal ainda melhor. O treinamento era predominantemente força e levantamento olímpico. Consegui ganhar alguns kilos de volta, 83 kg mostrava a balança. 

Com 25 anos em 2014, estava participando da minha primeira competição de CrossFit na orla de Ipanema,ficando em segundo lugar atrás de ninguém menos que Pablo Chalfun, primeiro representante brasileiro na categoria principal dos CrossFit Games. 

No meio deste mesmo ano, eu estava participando do Torneio CrossFit Brasil. Segui uma dieta restrita em carboidratos e rica em gordura e proteína. Lembro que depois de uma prova exaustiva eu neguei uma banana da minha mãe, troquei a oferta por um punhado de Blueberrys, morango e whey.

 Primeira participação no TCB. 

Primeira participação no TCB. 

No fim, conquistei o titulo do décimo atleta mais condicionado do Brasil sem nada além de suplementação e alimentação de baixo índice glicêmico. 

Já em 2015 bateu aquela auto cobrança. Meus pesos não eram tão altos quantos dos meus adversários, minha recuperação precisa melhorar além de querer ir melhor do que o ano passado. 

Dentre outros milhões de pensamentos que geravam uma certa angústia, fui em busca de algo que todos comentam, “reposição hormonal”.

Pensei comigo: “Se eu consegui ir bem sem nada, imagina se eu tomar algum tipo de testosterona ou algum manipulado milagroso?”.

Foi aí que me encontrei tomando 40 mg de Oxandrolona + Gel de testosterona de 150 mg durante 3 meses. Ganhei peso chegando até 90 kg. Subia cargas que jamais imaginaria e me sentia o rei do mundo, estufado e  a paz de fazer qualquer coisa. 

Resultado das seletivas de 2015 aqui no Rio de Janeiro? Um grande fracasso. Nem sequer passei das seletivas, simplesmente nada aconteceu. 

 Maior volume muscular que tive em muito tempo...

Maior volume muscular que tive em muito tempo...

Após o uso destas substâncias, realizei um exame de sangue e descobri que minha testosterona estava muito abaixo do normal. Fiz uma terapia pós ciclo e consegui normalizar meus níveis hormonais depois de muita batalha. 

Em 2016 decidi ir gerenciar a unidade nova que abriríamos, CFP9 Campinas, onde me dediquei 110% em fazer acontecer essa nova vida e dar uma experiência para os meus novos alunos Campineiros.

Foi uma nova fase onde não havia cobrança e preocupação com nenhuma competição. Meu foco era apenas estar cheio de energia para dar as melhores aulas. 

Não participei das seletivas neste ano, ou seja, eram 2 anos sem participar do campeonato de maior visibilidade do CrossFit brasileiro, e o mais importante, eu estava totalmente “limpo” sem qualquer manipulado ou gel de testosterona, apenas meus treinos e uma alimentação de qualidade sempre. Você quer saber como andava o seu peso nessa época? 85 kg sólido! 

 Festa de inauguração da CFP9 Campinas. O foco mudou deste momento em diante!

Festa de inauguração da CFP9 Campinas. O foco mudou deste momento em diante!

Em 2017 continuei treinando por prazer, comendo bem como sempre fiz e suplementando o básico, Whey + creatina. No meio do ano recebo uma ligação do Pietro da Gladius, marca de equipamentos que temos parceria e que estava patrocinando as seletivas daquele ano. Na ligação ele me fez apenas uma pergunta: “João,  você não vai participar das seletivas? Poxa vai ser na Pam CrossFit do lado de Campinas.”

Com dor no coração respondi: “Poxa Pietro eu adoraria, mas já perdi as inscrições e também não estou treinando para competir”. E veio a resposta: “Se eu conseguir fazer a sua inscrição você participa?” 

Soltei um sim com frio na barriga, afinal já estava sem ritmo de competição e meus adversários aparentavam estar com o dobro de meu tamanho nas redes sociais. Logo veio a imagem de minha última experiência nas seletivas, frustração e medo. 

A Noite no banho, me peguei pensando sobre o que eu iria mudar na rotina de treinos e mais importante, com quem eu iria falar para me ajudar com manipulados e afins. 

Calei essa vozinha maligna dentro de mim e resolvi que não iria mudar absolutamente nada. Continuaria focado na minha empresa e aceitaria que isso não iria me levar a nada além de uma satisfação pessoal. Na realidade, no dia seguinte ao término da competição, minha rotina voltaria a ser a mesma e meus alunos das 6:00 am  estariam cheios de vontade de treinar independente de minha colocação, e isso era o que realmente importava. 

 Seletivas para o TCB na PAM CrossFIt. 

Seletivas para o TCB na PAM CrossFIt. 

Levei toda minha estratégia nutricional e de suplementos comigo: bcaa’s + carboidratos + creatina. Acredite se quiser, mas durante o dia na competição era apenas suplementos e nada mais. 

RESULTADO: Não ganhei as seletivas mas terminei na melhor bateria do último dia, quase levando uma prova que tinha um dos meus piores movimentos. 

Depois de algumas semanas recebo a notícia que eu tinha sido chamado pela classificação geral, 45 de 50 classificados. O famoso “ a rapa da rapa”.

Fiquei um tanto quanto surpreso, mas tentei não reagir e não dar muita bola, afinal esse não era meu ganha pão e sim o meu lazer, não podia deixar isso se tornar minha prioridade e acabar me levando para uma cobrança desnecessária. A única coisa que eu sabia que precisaria ajustar era o volume dos meus treinos. 

Não busquei nenhum médico, mandei manipular apenas alguns componentes que me ajudariam a melhorar minha recuperação e deixar meus hormônios regulados. Glutamina, ácido D- aspartico, KSM-66 ( ashwagandha), Turkesterona e maca peruana. Aumentei significativamente minha ingestão de carboidratos complexos, tudo isso aliado aos treinos mais intensos e com mais carga. E advinha? Cheguei nos meus antigos 90 kilos e mais uma vez  o “João está bolando com certeza” voltei a ser o comentário de todo mundo que não consegue aceitar outro modelo.  

 Enfim no shape que tanto sonhei. E o melhor, uma ótima fase de minha performance. 

Enfim no shape que tanto sonhei. E o melhor, uma ótima fase de minha performance. 

Fui competir “leve”, sem qualquer cobrança ou expectativa da minha parte. Entrei na competição apenas e unicamente para provar o meu fitness “meia boca” que andava alimentando ao longo desses 2 anos longe de uma competição individual. 

Durante os 4 dias exaustivos de provas pesadíssimas, apenas buscava pensamentos que trariam algum tipo de calma. Estava sentindo dor, é claro, porém não ficava repetindo isso na minha cabeça. 

Quando chamavam o meu nome para entrar na arena, apenas pensava o quanto era sortudo de poder estar ali, naquele momento, fazendo o que eu amava em frente a um público que também viva o CrossFit. 

E foi assim que eu consegui terminar o campeonato mais cobiçado do Brasil em 17° lugar, algo que jamais passou perto das minhas mais altas expectativas. 

E o que tem a ver eu falar de resultados de performance neste texto? Entenda de uma vez por todas caro leitor; você consegue atingir um corpo estruturado e bem visto pelos outros sem a necessidade de anabolizantes. 

 A tríade CFP9: alimentação saudável, exercício fisico e relacionamento humano continua a mudar vidas e corpos por aí...

A tríade CFP9: alimentação saudável, exercício fisico e relacionamento humano continua a mudar vidas e corpos por aí...

Porém não despreze toda sua história de vida. A forma como você tratou seu corpo irá refletir no esforço que você está disposto a fazer hoje em dia. 

Ou seja, se você, desde pequeno foi aquela criança e adolescente que apenas jogava bola de final de semana, que teve o seu primeiro “porre” já com 14 anos e alimentava-se de maneira inadequada não irá ser em 1 ou 2 anos que conseguirá mudar o seu corpo ou sua performance. 

Mais uma vez, não somos apenas corpinhos bonitos construídos com anabolizantes e mídia. Somos seres pensantes que refletem sobre os erros na história de nossa vida e constroem um caminho melhor com cada aprendizado. 

Um “q” de diferente, amante da atividade física e gente que gosta de gente. Isso sim me define perfeitamente. 

Entendo que é muito mais fácil aceitar a narrativa negativa, mas ao terminar este texto estou aqui, de volta para casa após um final intenso no qual competi nas Seletivas do TCB. E mais uma vez: limpo, feliz e certo do que quero para minha vida! 

Acredite se quiser... 

 O importante é sempre sorrir no processo e ter certeza que você está em busca de saúde!

O importante é sempre sorrir no processo e ter certeza que você está em busca de saúde!